Nos últimos dias um filme em cartaz vem chamando a atenção dos amantes do cinema, O Regresso possui grandes qualidades técnicas como seu diretor e o ator Leonardo DiCaprio que representa o papel principal inclusive sendo indicado ao Oscar na categoria de melhor ator, a fotografia e um dos pontos mais aclamados pelo publico, o ator contou que sofreu muito durante 9 meses nos lugares mais frios do Canada e da Argentina para gravação.
Segundo o ator muitas cenas do filme foram as mais difíceis que ele já gravou na carreira, como por exemplo o ataque de urso que sofre logo no começo da história, que exigiu a mistura de várias técnicas de gravação, como cordas, computação gráfica e muito treino.
“Posso citar 30 ou 40 sequências que eram algumas das coisas mais difíceis que eu já tive que fazer. entrar e sair de rios congelados, ou dormir em carcaças de animais mortos, ou mesmo o que eu comi no set. “Eu estava sempre congelando ou com uma hipotermia constante.”
DiCaprio contou que teve que comer carne crua de animais e que o diretor Alejandro Iñárritu gravou as reações mais verdadeiras desse momento.
“Eu certamente não como fígado cru de bisão normalmente. Quando você ver o filme, você vai ver a minha real reação a isso, porque Alejandro a manteve. Foi uma reação instintiva.”
“O Regresso” traz Leonardo DiCaprio como o guarda de fronteira Hugh Glass, que após ser atacado por um urso é abandonado e enterrado por seus companheiros à beira da morte. Desejando vingança, o homem cruza terras gélidas atrás dos seus antigos colegas, entre eles John Fitzgerald (Tom Hardy).
A duvida que fica quando se vê o filme e sobre a veracidade da historia por trás do roteiro, o caçador Hugh Glass. Apos uma breve pesquisa e possivel verificar que esse personagem realmente existiu, ele era um caçador que ficou conhecido nos EUA no século 19. Em 1822, Glass se juntou a uma expedição para subir o rio Missouri para o comércio de peles. Em agosto de 1823, enquanto caminhava com seu grupo, Glass foi atacado por um urso e ferido gravemente. Com a ajuda de seus parceiros, Jim Bridger e John Fitzgerald, ele conseguiu matar o urso, porém o chefe da expedição, o General William Henry, presumindo que Glass não iria resistir aos ferimentos, ordenou que seus parceiros permanecessem com ele até sua morte e depois o enterrassem.
Ambos, Bridger e Fitzgerald ,declararam que Glass havia morrido. Eles pegaram sua arma, sua faca, seus equipamentos e abandonaram o corpo. Só que Glass não estava morto. Ele despertou horas depois e se viu com uma perna quebrada e ferimentos espostos. Sem contar o fato de que ele estava a mais de 300 quilômetros do vilarejo mais próximo e sem equipamento algum.
Com um esforço extremo, Glass colocou sua perna no lugar, cobriu se com uma pele de urso que seus companheiros haviam abandonado e começou a se arrastar. Usando meios de localização naturais, Glass foi em direção ao rio Cheyenne. Ele levou seis semanas para chegar lá, se alimentando principalmente de frutas, inclusive enfrentando lobos para se alimentar da carne de um animal abatido.
Ele foi ajudado por índios, que lhe deram comida e um par de armas. Após fazer uma jangada, Glass navegou pelo rio Cheyenne até o Fort Kiowa. Lá ele se recuperou e começou a tramar sua vingança contra Bridger e Fitzgerald. Glass perdou Bridger por ele ser muito novo na época e ele não matou Fitzgerald, pois ele havia entrado para o exército americano. A pena para quem matasse um soldado era a morte. Porém ele recuperou sua arma.
Glass continuou suas expedições até 1833, até que foi morto por índios hostis. Mais tarde, um grupo de caçadores reconheceu a arma de Glass na posse dos índios. Eles mataram e capturaram todos os índios pela morte de Glass. Sua história foi contada em diversos filmes e livros. Existe até mesmo um memorial de Glass que conta sua jornada.

É um filme de muita superação e perseverança, fica aí uma dica boa pro final de semana!

fonte : umpoucoalemdacultura.blogspot.com.br
fonte : www.papelpop.com